Esporte

O perigo dos anabolizantes: aparência bombada e saúde frágil

Escrito por Redação 
21-Feb-2007
“O que Deus não deu, a farmácia conserta”. A mensagem escrita pelo freqüentador de um fórum de discussão sobre o uso de anabolizantes resume um tipo de comportamento cada vez mais comum entre jovens: o fast body. O termo foi cunhado por Daniel Carreira Filho, ex-judoca da Seleção Brasileira e autor de uma tese de doutorado defendida na Universidade de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, sobre substâncias químicas que adolescentes de 14 a 18 anos usam para moldar o corpo.
Recentemente, a morte de um jovem jacutinguense chamou a atenção. O óbito que ainda está sendo investigado pode estar relacionado ao uso de anabolizantes.
Apesar do alerta de médicos, o consumo de esteróides anabolizantes não é raro entre atletas e freqüentadores de academias. A venda desses produtos sem receita é proibida, mas o produto é comprado facilmente. Entre os efeitos nocivos dessas substâncias estão doenças cardíacas, que levam a morte súbita, e mau funcionamento do fígado e dos rins.
Formado pela PUCAMP, o professor Erasmo de Queiroz Campos, alertou sobre os perigos do uso indiscriminado de anabolizantes.  “Em busca de um corpo perfeito, muitos jovens acabam recorrendo aos anabolizantes. Na verdade, o efeito é contrário. Hoje em dia, além de anabolizantes, se utiliza hormônios para animais. O uso de anabolizantes sem receita médica pode levar à morte. Adolescentes que estão em fase de crescimento podem ter sérios problemas nas articulações, ossos, dentes… Para quem pretende adquirir massa muscular, é preciso que haja um acompanhamento de um professor de educação física e de médicos, que irão realizar avaliações antes de começar a prática de qualquer atividade física”, comentou o professor.

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